
À entrada no hotel El Rompido, em Huelva, onde os campos Norte e Sul se espraiam envolvendo o resort, bordejando o areal e as águas já muito apetecíveis de um Verão que se promote quente, a selecção de Portugal de Seniores, em gross e net, sabia que a missão era espinhosa.
“No gross é sempre uma presença para fortalecer a experiência de jogar com selecções de países onde o golfe é visto como desporto escolar e a prática é iniciada desde tenra idade”, explicou o Capitão da equipa.
Para Paulo Azevedo, o sexteto nacional “cumpriu a primeira das metas, a de conseguir estar acima da zona de equivalência de handicaps”. O 17º lugar foi por isso acolhido com “naturalidade”, e “até melhorado, ainda que sabendo a pouco porque se tentava igualar a 14ª posição, o melhor registo de sempre, mas a soma de handicaps dos seis elementos da equipa, a rondar os 45, colocavam-nos abaixo da Eslováquia ou do Luxemburgo mas a anos luz de selecções como a finlandesa, cuja soma de handicaps não chegava aos 2”, esclareceu o capitão. Ainda assim, liderando desde o primeiro dia, os finlandeses foram surpreendidos ao cair do pano pelos transalpinos que lograram a primeira posição. E que, além da taça levaram para casa a bandeira da ESGA, por ser o país acolhedor da competição, em Torino, no próximo ano.
Já no net a história foi diferente e muito mais emocionante. Os espanhois já tinham avisado que os lusitanos estavam na mira, por serem vice-campeões em três ediçõs seguidas. Não eram os únicos preparados para a contenda.
No final do primeiro dia, com uma actuação menos conseguida, o 14º posto, em 23, antecipava um correr contra o prejuízo tão típico dos portugueses em tantos desportos. O Segundo dia trouxe uma recuperação a todos os níveis brilhante, com a equipa a recuperar oito posições e a saltar para o sexto lugar. Estava dado o sinal. Na frente, desde o início, italianos, islandeses e espanhois tinham solidificado posições, com os transalpinos a quererem imitar os ingleses, que na edição passada, na Islândia, levaram para casa os troféus de gross e net.
E eis que ao final dos primeiros nove buracos Portugal chegou-se à frente: terceiro, segundo e, finalmente, primeiro. Posição que foi sendo trocada com italianos e islandeses.
Os dois últimos buracos do campo Sul foram desta vez padrastos da equipa. Os poucos pontos conseguidos só poderiam acalentar esperanças se as outras equipas também vacilassem. Os espanhois, que entretanto tinham ultrapassado Portugal, atirando a selecção para a sexta posição atrás dos filandeses, e de uma Suécia com um final devastador, também não resistiram. Nem o fator casa foi relevante, acabando na quinta posição.
Os suecos vingaram os vizinhos do norte no gross e quando já ninguém esperava, passaram italianos e islandeses. Os 404 pontos finais de suecos e Islandeses deixaram um sabora margo a estes últimos que, porterem tido um terceiro dia menos bem sucedido do que os suecos, lhes deram o troféu com um entrestecido olhar de soslaio.
A dois pontos de distância ficaram os transalpinos e a outros dois, na quarta posição, Portugal, seguidos com a mesma pontuação mas no quinto lugar, a Espanha.
Duas garrafas de champanhe foram abertas à chegada do ultimo jogador nacional a terminar a prova, porque a vitória do companheirismo e da entre-ajuda voltou a ser a imagem de marca.
Agora será a vez dos nossos representantes nacionais nos escalões super e master seniores, na Dinamarca, a quem desejamos uma excelente competição.
Para Torino, Itália, em 2026, a ANSGP vai continuar a divulgar e a fomentar o desenvolvimento do golfe, no máximo permitido dentro das suas capacidades, para fortalecer os laços com as outras entidades congéneres com vista ao reforço da sempre apreciada presença nacional nestes palcos internacionais.
